O primeiro trabalho publicado no mundo sobre esse assunto foi em 1998, pela revista européia ‘‘Nephrology Dialysis Transplantation’’, no qual Moysés e Coutinho descreveram os seis primeiros casos. Até setembro deste ano, o segundo trabalho, com 32 casos (não deu tempo de incluir os três últimos) será publicado pela mesma revista, segundo Moysés.
Coutinho diz ainda que há dez variedades de carambola. As mais ácidas têm mais toxina e não bicham, enquanto as maiores e mais coloridas têm menos toxina. ‘‘A árvore, em sua evolução, selecionou a toxina para se defender do ataque das moscas das frutas’’, diz o pesquisador. ‘‘É um inseticida biológico, natural.’’ Ele diz que os agricultores podem plantar pés de carambolas ao redor dos pomares ou colocar frutos em pontos estratégicos para combater as moscas.
O pesquisador tenta desenvolver um inseticida comercial a partir da toxina já purificada. Após determinar a estrutura química completa, será feita a síntese laboratorial para chegar-se ao inseticida, provavelmente no final de 2003, após testes de campo.

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