Curitiba, 24 (AE) - O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, disse hoje, em Curitiba, que a fase de reajuste de tarifas está encerrada. Mesmo admitindo que ainda há uma "pequena defasagem" no caso de combustíveis, ele acredita na possibilidade de "administrar essa conta". "Vamos avaliar para ver o que tem que ser feito", disse. "O que a gente espera é que não precise ter mais aumento." O ministro reafirmou que o reajuste do combustível foi necessário em razão do aumento no preço internacional dos derivados de petróleo e pela variação cambial, ambos superiores a 40%. "Feito esse aumento, não há previsão de outro", disse. "A fase de reajuste de tarifa, no caso de energia elétrica e de telefonia, se encerrou, e estamos encerrando essa fase na vida econômica do País."
Segundo Tourinho, se houver redução no preço dos derivados de petróleo ou melhoria na relação cambial, "o preço dos combustíveis também terá que cair". Ele acredita que o reajuste, que começa a vigorar amanhã, não terá influência na inflação nem colocará em risco o plano do governo. "Nós garantimos tranquilamente", acentuou. "A inflação está absolutamente controlada e não tem o menor problema de colocar em risco nenhum plano."
O ministro esteve em Curitiba, acompanhado do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, para assinar o contrato de concessão de geração e distribuição de energia com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Tourinho disse que, em julho, o Ministério das Minas e Energia dá início a uma campanha com o objetivo de conscientizar a população para o uso racional de energia, principalmente no horário entre 18 e 20 horas. "O uso racional é bom para o consumidor e bom para o País", afirmou.
Segundo ele, o País precisará fazer investimentos de R$ 33 bilhões até o ano 2004, para quando se prevê um aumento em 40% no consumo. "Esses recursos necessariamente têm que vir da iniciativa privada", disse.

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