Brasília, 13 (AE) - O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, participa amanhã da cerimônia de assinatura dos Termos de Compromisso para construção de duas usinas termelétricas no Estado do Rio de Janeiro. Quando estiverem concluídas, em 2002, as duas usinas serão capazes de gerar 1.720 megawatts de energia. A iniciativa faz parte do programa do governo federal de construção de novas 15 usinas térmicas a gás, que deverão gerar 8.576 megawatts.
A usina Termo Rio será construída em Duque de Caxias, ao lado da Reduc e deverá gerar 970 MW. O negócio será conduzido pelas empresas PRS (Brasil), Sideco Americana (Argentina) e L&G Energy (EUA), em parceria com a Petrobras. A Usina Térmica Norte Fluminense será erguida no município de Rio das Ostras e será capaz de gerar 750 MW de energia. Fazem parte do consórcio de construção as estatais Eletrobrás e Petrobras, além da Light, Cerj e Escelsa.
A Termo Rio demandará investimento de US$ 250 milhões, com capital próprio dos sócios, e a Térmica Norte Fluminense deverá custar US$ 400 milhões. Deste total, US$ 120 milhões serão capital nacional. A Termo Rio usará, além do gás natural, resíduos asfálticos e diluentes. Já a Norte Fluminense será abastecida totalmente por gás natural.
Atualmente, segundo a assessoria de imprensa do Ministério, apenas 20% da demanda de energia do Rio de Janeiro é fornecida pelo sistema elétrico local. Os demais 80% sendo fornecidos por outros Estados, o que torna o sistema elétrico do Rio de Janeiro bastante vulnerável a problemas de abastecimento. Com as novas usinas, a produção de energia do Rio de Janeiro deverá atender a 60% da demanda estadual.

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