São Paulo - O garoto de 17 anos, torturado por dois seguranças após furtar barras de chocolate de uma unidade do supermercado Ricoy, na zona sul de São Paulo, foi retirado da casa de um de seus irmãos e levado para um abrigo da prefeitura.

A família do menino alegou que sofreu ameaças e recebeu a visita de desconhecidos nos últimos dias. Por isso, autorizou a ida do garoto na última sexta-feira (6) para um espaço da rede assistencial para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

O Conselho Tutelar de Cidade Ademar (zona sul) também pediu a inclusão do menino no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, do governo federal.

O segurança David de Oliveira Fernandes, 37, foi localizado por investigadores da 80º DP (Vila Joaniza), e preso nesta sexta (6). O outro suspeito, Waldir Bispo dos Santos, 49, foi preso no sábado (7). Ele se apresentou na Deatur (Delegacia de Apoio ao Turista), o 2ª DP do aeroporto de Congonhas (zona sul), e encaminhado ao 80º DP.

Ambos já tinham sido desligados da empresa terceirizada que faz a segurança do Ricoy. Em nota, a KRP Valente Zeladoria Patrimonial afirmou que lamenta os fatos. O grupo Ricoy afirma que “jamais estimulou a violência, a discriminação, a coação, o constrangimento ou a força desmedida e desnecessária”.

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