Paris, 22 (AE) - Roland Garros tem uma vantagem inigualável sobre qualquer outro torneio do Grand Slam (circuito formado ainda pelo Aberto da Austrália, Wimbledon e US Open): ter a cidade de Paris como sede. Este ano, muitos jogadores não irão, porém, sequer ver a ponta da Torre Eiffel. Estão em busca de um objetivo: terminar o Aberto da França como o número 1 do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).
Os tenistas com maiores chances de alcançar o topo são o russo Yevgeny Kafelnikov, atual líder, o norte-americano Pete Sampras, o australiano Patrick Rafter e o holandês Richard Krajicek. Até mesmo o brasileiro Gustavo Kuerten poderá ocupar esta posição, mas as possibilidades são remotas.
Mas nem todos pensam apenas na liderança do ranking. Afinal, fazer uma boa campanha em Roland Garros pode significar muito mais. O próprio chileno Marcelo Rios já foi número 1, mas não sentiu o mesmo gosto, pois jamais levantou um troféu de um Grand Slam. Este ano, aparece com grande favoritismo para conquistar o título.
Também o norte-americano Pete Sampras está em busca de um título inédito. Roland Garros é o único torneio do Grand Slam que jamais venceu. Ele já tentou de tudo para ganhar este campeonato. Certo ano preparou-se com especial atenção no torneios de quadras de saibro.
Jogou tantos que quando chegou a Paris estava cansado e não resistiu a um demorado jogo diante de Sergui Bruguera. Em outro ano tentou ir praticamente direto a Roland Garros. Também não deu certo. Agora, sua preparação sofreu prejuízos. Foi jogar em Barcelona e contundiu-se nas costas. Jogou então em Roma e perdeu para Fernando Meligeni e nestes últimos dias participou da Copa das Nações, em Dusseldorf, na Alemanha.
Os espanhóis estão sempre na lista dos favoritos. Dizem que os franceses já tentaram de tudo para afastar das finais os monótonos estilos da armada espanhola. Certo ano deixaram a quadra rápida, para ver o que dava. Deu dois espanhóis na final: Sergui Bruguera x Alberto Berasategui. As quadras mudam e os jogadores da Espanha ficam. No ano passado, Carlos Moya venceu a decisão do título diante de Alex Corretja. Agora, Felix Mantilla aparece como o nome mais forte.
O maior temor dos espanhóis parte do brasileiro Gustavo Kuerten.
Dizem que é o único que pode vencê-los nas quadras de saibro. Mas, na verdade, o chileno Marcelo Rios tem também esta condição.
Os desafios começam nesta segunda-feira. A disputa promete ser emocionante já nas primeiras rodadas. Só como exemplo, o atual líder do ranking mundial, o russo Yevgeny Kafelnikov terá pela frente na estréia o norte-americano Michael Chang. O vencedor desta partida, certamente, já poderá fazer parte da lista de candidatos ao título de Roland Garros de 1999.

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