Se a cura para doenças está no próprio organismo, a chamada terapia craniossacral é uma das formas de ativar esse mecanismo natural. A terapia é especialmente indicada, segundo o fisioterapeuta Kazuyuki Kawakami, de Londrina, naqueles casos de dores e sintomas que não foram resolvidos com outros tratamentos.
A técnica foi desenvolvida nos Estados Unidos, na década de 70, pelo pesquisador e médico osteopata John Upledger para melhorar o funcionamento corporal e ajudar a aliviar dores e disfunções. A idéia, assim como outras terapias ocidentais com base nas orientais, é que todo trauma emocional ou físico atinge o organismo também em forma de energia, trazendo repercussões na forma de doenças e dores.
O fisioterapeuta, conhecido como Kaio, explica que quando o organismo está em boas condições, consegue dissipar essa energia. Quando não, ela fica acumulada no sistema craniossacral, formado pelas membranas e fluído cerebroespinhais que envolvem e protegem o cérebro e a medula, se estendendo para os ossos do crânio, face e boca, até o sacro, no final da coluna. Esse sistema, segundo o inventor da técnica, tem um ritmo próprio, como o respiratório e cardiovascular, e um desequilíbrio nele favorece problemas de sa©úde.
''Quando o organismo não está em boas condições, a energia se acumula nessa membrana e fica como uma fonte de irritação no nosso campo magnético. A terapia entra para dissipar essa energia'', ressalta Kawakami.
O fisioterapeuta explica que esse primeiro estágio, quando a energia está se acumulando, é chamado de restrição. Depois de um tempo, em um estágio mais avançado, e se nada foi feito, a energia se acumula em forma de cisto, virando um foco de irritação crônica. Aí, segundo o especialista, começam as perturbações fisiológicas. ''São sintomas como dores, enxaqueca, distúrbios gastrointestinais, problemas de pele, tonturas, náuseas, insônias, que não aparecem nos exames clínicos, mas incomodam a pessoa'', aponta, lembrando que não existe prazo para que as manifestações aconteçam. ''Cada caso é um caso e cada pessoa reage de maneira diferente.''
A terapia craniossacral é feita com toques sutis no corpo do paciente. Para se ter idéia da força utilizada, ressalta Kawakami, ela ''é igual a pressão de uma moeda de cinco centavos''. Esses toques são aplicados em meridianos e chacras, alguns deles coincidentes com os da acupuntura. E, além de promover o equilíbrio, são extremamente relaxantes.
Outro efeito da terapia craniossacral, que colabora para a melhora do paciente, é promover uma regressão ao trauma que ocasionou o problema, permitindo que o paciente traga à consciência o que acabou se manifestando no físico. ''A pessoa volta ao estado em que recebeu o trauma, pode até chorar e gritar, mas está consciente, e isso faz parte do processo de tratamento'', explica.
A terapia pode ser utilizada em pacientes de qualquer idade, com bons resultados. As crianças, segundo o fisioterapeuta, têm resposta bastante rápida com a terapia craniossacral, até porque ainda não passaram por tantos traumas. Ele ressalta que a terapia craniossacral não é um tratamento milagroso, e tem resultados dependendo da pessoa, do trauma e do tempo que isso aconteceu.
Serviço: Mais informações pelo fone 3322- 7230

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