Toninho Magalhães é enterrado em Guarulhos
São Paulo, 17 (AE) - O vereador de Guarulhos Toninho Magalhães (PMDB) será enterrado hoje, às 17 horas, em meio às discussões sobre as investigações sobre corrupção que envolvem a Câmara Municipal. Magalhães e outros 11 vereadores são acusados de pedir dinheiro ao prefeito Jovino Cândido (PV) para apoiá-lo. Magalhães foi encontrado baleado na cabeça dia 10 dentro de seu carro, no Jardim Santa Clara, e morreu ontem (16). Seus órgão foram doados pela família e ele foi velado no Memorial Guarulhos Cemitério Vertical.
Os exames residuográficos feitos pela polícia revelaram a presença de metal na mão do vereador, o que indica a possibilidade de suicídio. A hipótese, porém, é rechaçada pela família. "Perdi meu irmão num acidente há 3 anos e meu pai resistiu; não seria agora, por causa dessas denúncias, que ele se mataria", alegou seu filho Ricardo, de 21 anos.
Segundo colegas de Magalhães na Câmara, o vereador se mostrava abatido após a morte do filho. "Nas nossas conversas, era difícil tirar um sorriso dele", comentou o vereador Paulo Sérgio Rodrigues Alves (PPB), presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura as denúncias de corrupção. Para Alves, a possibilidade de suicídio é plausível. "Em sã consciência, é absurdo alguém se matar, mas, num quadro depressivo, não dá para dizer o que a pessoa pode fazer." Para o vereador Peter Pong (PSD), também acusado de pedir propina ao prefeito, Cândido seria o responsável pela morte de Magalhães, ao lado do presidente da Associação Comercial Guarulhos, Luis Roberto Mesquita, que gravou um vídeo no qual o prefeito fazia as acusações. "É uma acusação sem provas."





