São Paulo, 8 (AE) - Agora é para valer. A Prefeitura de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) prometem acabar com o comércio ambulante nas principais ruas da capital, especialmente na região central. Camelô que quiser trabalhar terá de ir para um bolsão. A operação de retirada de ambulantes teve reinício na madrugada de hoje, na região da Rua 25 de Março.
Cerca de 600 camelôs foram proibidos de montar suas barracas. Às 4 horas, 150 homens da GCM tomaram as ruas da região. Só os ambulantes que trabalham na "feirinha", que há dez anos funciona na 25 de Março, das 4 horas às 7h30, poderão permanecer.
"Depois desse horário, se ainda tiver ambulante na rua, vamos passar recolhendo tudo", afirmou o comandante da GCM, coronel Emílio Wagner Kourrouski. "Após as 7h30 será instituída tolerância zero e apenas os pedestres tomarão conta das calçadas."
Os principais clientes da "feirinha" são os sacoleiros de outras cidades e estados, que chegam cedo para aproveitar o dia fazendo compras em toda a região. "Às 7h25 passará um carro com a sirene ligada em sinal de alerta, depois de cinco minutos a rua deve estar limpa", disse o coronel.
Segundo ele, as próximas retiradas devem ocorrer nas regiões da Lapa, de Santana e do Jabaquara. "Vamos atingir todos os pontos da cidade."
Revolta - Os camelôs que não puderam trabalhar hoje estavam indignados com a atitude da Prefeitura. "Precisamos montar nossas barracas na rua, pois ninguém de bom senso entra em um bolsão", disse Aparecida Dias, de 34 anos"A única coisa que queremos e poder trabalhar em paz e ter o que comer."
No início da manhã, um grupo de ambulantes reuniu-se na Rua 25 de Março ameaçando um protesto, mas horas depois o movimento foi disperso.
Os comerciantes da região festejavam a decisão da Prefeitura e afirmaram que desta vez esperam que não seja apenas mais uma promessa das autoridades. "A GCM tem o dever de evitar que os ambulantes voltem a tomar conta das ruas", disse Carla Maria Brás, de 29 anos. "Pagamos impostos e merecemos trabalhar também."

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