Londrina - Até subirem ao altar, em novembro do ano passado, a personal trainer Fernanda Penteado de Lima, de 29 anos, e o imobiliarista e consultor de leilão de imóveis, Guilherme de Lima, de 31, moravam com os pais. Entre namoro e noivado, foram cinco anos de relacionamento. Após seis meses de convívio diário, eles dizem que a nova rotina exige concessões das duas partes e colaboração mútua. Ela é mais organizada, ele não esconde ser bagunceiro. Mas dividem as tarefas de casa numa boa. "A gente almoça junto três vezes por semana, uma delas na minha mãe, mas à noite comemos em casa. Como eu tenho horários mais flexíveis, ele às vezes faz a janta", relata Fernanda. "E lavo a louça", brinca Guilherme. De manhã, ela sai mais cedo e deixa o café pronto para o marido.
É claro que os pequenos estresses do dia a dia, típicos de quem está se deparando com a mania do outro, acabam rolando. Uma camiseta jogada no sofá, o par de tênis esquecido no meio do corredor. Só que o segredo, o casal aponta, é não deixar que os conflitos banais interfiram na relação. "Minha terapeuta sempre fala que numa relação temos que decidir em quais batalhas vale a pena entrar, e é isso que temos que fazer, senão gera estresse", afirma Fernanda. "Acho que é saber discutir por coisas mais sérias. E nesse ponto ela é mais sensata", emenda Guilherme, convicto de que o casamento veio na hora certa. "Eu tinha vontade de me casar e formalizar nossa relação. E para dar certo, acho que um tem que absorver o jeito do outro. Tem de ter amor, respeito e a vontade de conviver com o outro", avalia. Filhos, por enquanto, não estão nos planos. O casal quer equilibrar as despesas e fazer programas a dois. Viajar, por exemplo. "Ano que vem queremos ir para a Europa", diz Fernanda, que planeja ser mãe daqui a uns dois anos. (D.P.)

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