Que o azeite, especialmente o extravirgem, é bom para a saúde todo mundo já sabe. A novidade agora são pesquisas que mostram que seu consumo ajuda a emagrecer.
A nutróloga e endocrinologista Valéria Goulart, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), conta que os estudos foram realizados na Universidade Yeshiva, em Nova York, e na Universidade Sapienza Roma, Itália, e publicadas na revista científica ''Cell Metabolism''. Em suma, constataram que o azeite evita a gula entre as refeições.
''Isso acontece porque o ácido oleico é convertido em oleoletanolamina (OEA), um hormônio derivado da gordura que regula a fome e o peso corporal, prolongando a saciedade e fazendo com que a pessoa tolere mais tempo entre uma refeição e outra'', resume.
A característica desse tipo de gordura, segundo a nutricionista Vilma Aguiar, de Londrina, é que é uma fonte de ácidos graxos Ômega 9, substância que combate processos inflamatórios, além de ajudar na absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Seu consumo regular estimula a produção de substâncias anti-inflamatórias, que ajudam a combater diabetes, obesidade e câncer.
Vilma explica que, quando a quantia ideal de ácidos graxos essenciais não é suprida através da alimentação, o organismo sofre de estresse oxidativo. Esse desequilíbrio nutricional, alerta, repercute no sistema imunológico, principalmente nos chamados mediadores pró-inflamatórios. Isso causa males como sobrepeso, obesidade e desnutrição, além de sintomas como fadiga crônica. ''A obesidade é considerada um processo inflamatório e isso fica nítido quando o paciente sente dor ao apertar a gordura'', ressalta Vilma.
''As chamadas doenças inflamatórias surgem como resposta a uma agressão feita ao organismo por meio de agentes externos, como uma alimentação inadequada e pobre em nutrientes'', explica a nutricionista Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. ''Estudos mostram que o consumo regular de azeite auxilia no tratamento dessas patologias.''
Mas, não significa que basta apenas emagrecer diminuindo a quantidade de calorias da alimentação. Segundo Vilma, é preciso nutrir o corpo, implementando alimentos ricos em determinadas substâncias, como o azeite é rico em ômega 9, para recuperar a saúde. ''Se o trabalho não for para desinflamar, vai ocorrer só a diminuição do volume de gordura. E, aí, a pessoa pode ficar magra, mas ainda assim ter doenças como diabetes e hipertensão'', alerta.
Vilma lembra ainda que quando não há nutrientes suficientes para manter o corpo funcionando, o fígado precisa resgatar outras fontes de energia. E quando esse órgão fica hiperativo atrai muito mais gordura como fonte energética, resultando em produção excessiva de bile e funcionando como uma barreira para a liberação de insulina. ''O resultado é a distensão abdominal'', diz.
Como a celulite não deixa de ser um processo inflamatório, resultado da gordura localizada e da má circulação, esse óleo do bem ajudaria também a minimizá-la. (com Agência Estado)
Serviço: Vilma Aguiar - (43) 3322-8486

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