Antônio Werneck assegurou ontem que a campanha de esclarecimento à população sobre a lei de doações vai esclarecer as principais dúvidas dos brasileiros: a diferença entre morte cerebral e coma, como funcionará a lista única e o que acontece com o corpo após a retirada dos órgãos. ‘‘Há pessoas temerosas de que o corpo não seja recomposto para ser enterrado, o que não é verdade’’, explicou. Várias são as dúvidas das mil pessoas que diariamente ligam para o disque-saúde (0800-611997). As mais comuns são quanto a possibilidade de mutilação, mas há quem tema ‘‘perder o coração e não ir para o céu’’.
O Estado de São Paulo poderá ter mais de uma lista única de candidatos a receptores de órgãos. Coordenadora de Alta Complexidade do ministério, Selma Loch antecipou ontem que, por sua base populacional ser grande, o Estado pode ter mais de uma lista, assim como já está previsto ter duas e não apenas uma central de transplantes (na capital e em Ribeirão Preto). A coordenação ainda vai estabelecer o limite máximo de número de centrais por Estado levando em conta o número máximo de pacientes e o critério populacional. ‘‘São Paulo comportaria mais de uma central e mais de uma lista, mas a pessoa inscrita em uma não poderá se inscrever na outra’’, explicou Selma.

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