São Paulo, 27 (AE)- A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu hoje para 35 anos e 1 mês de prisão a pena de 43 anos e 2 meses imposta em primeira instância ao ex-policial militar Sérgio Eduardo Pereira, um dos envolvidos no sequestro e na morte do garoto Yves Yossiaki Ota, de 8 anos, em agosto de 1997. Os desembargadores confirmaram, porém, as penas de 45 anos e 6 meses de cadeia e 43 anos e 2 meses aplicadas a Adelino Donizete Esteves e ao ex-PM Paulo de Tarso Dantas.
Os três prestavam serviços como seguranças de lojistas de São Miguel Paulista, zona leste, entre eles Massataka Ota, pai de Yves. A sentença havia sido proferida em junho. A defesa apelou ao TJ, alegando nulidade do processo por cerceamento de defesa, entre outros argumentos. O recurso foi acolhido apenas para reduzir a pena de Pereira.
Os desembargadores Gonçalves Nogueira e Segurado Brás entenderam que a participação do ex-PM foi menos grave, pois não atuou diretamente no sequestro, embora soubesse do plano. Ele continuou, porém, a prestar serviço de segurança ao pai de Yves, com a incumbência de informar os comparsas sobre a família da vítima.
O terceiro integrante da Câmara, o desembargador Bittencourt Rodrigues, votou pela manutenção da pena. Ele argumentou que o ex-PM demonstrou "conteúdo de perfídia maior que a dos demais", pois teve a frieza de aproximar-se da família da vítima.
Dantas, que planejou o crime, decidiu matar o garoto depois que ele o reconheceu. Mesmo após a morte de Yves, os bandidos prosseguiram nos contatos com a família da vítima, exigindo resgate de US$ 800 mil.

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