Rio, 31 (AE) - Começou hoje, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o julgamento dos últimos 32 acusados , por corrupção ativa e passiva no maior escândalo de pagamento de propinas do jogo de bicho no Estado. O Ministério Público pede a condenação de nove réus, cinco bicheiros, um juiz e um advogado e dois policiais civis, e absolvição de 23 acusados por falta de provas.
Dos 32 réus, 29 estão sendo julgados pelos 25 desembargadores do colegiado do àrgão Especial. O bicheiro Antônio Petrus Kalil, o Turcão, e o policial Máximo Rosa de Oliveira, estão internados com problemas de saúde numa clínica médica da cidade. Já o detetive José Roberto da Silva Ferrari mudou de residência e não comunicou à Justiça. O julgamento deve termina na quarta-feira à tarde.
A sessão começou às 13h30 de hoje, com a leitura do processo pelo relator, desembargador Raul Quental. Entre os acusados está o juiz Nicolau Cassiano Neto, acusado de receber propina de bicheiros e do ex-deputado e tenente-coronel reformado da Polícia Militar, Emir Laranjeira, que não havia sido julgado anteriormente por que era deputado e a Assembléila Legislativa Fluminense (Alerj) não concedeu a autorização.
O juiz, Laranjeira e os policiais civis estão sendo acusados de corrupção ativa. O nome deles aparece nos livros de contabilidade apreendidos na fortaleza do já falecido banqueiro do jogo de bicho, Castor de Andrade, em março de 1994. Os cinco bicheiros respondem por corrupção passiva, pois teriam beneficiado os demais acusados com pagamento de propina. De acordo com Código Penal, a pena prevista tanto para o crime de corrupção ativa como para corrupção passiva é de um a oito anos de prisão, e multa. A pena pode ser aumentada em um terço, segundo avaliação da Justiça.

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