Franco da Rocha, SP, 30 (AE) - Durou apenas dez dias o mandato dos 12 vereadores suplentes de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, que assumiram os cargos no dia 18, depois que os "titulares" foram afastados pela Justiça, acusados de corrupção e mau uso do dinheiro público.
O vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Amador da Cunha Bueno Neto, aceitou mandado de segurança e reconduziu os vereadores à Câmara. Essa foi a segunda vez que os afastados recorreram ao TJ. Na primeira, o efeito suspensivo foi negado. Cabe agora ao procurador-geral da Justiça, Luiz Antonio Marrey Filho, recorrer da decisão.
Doze dos 17 vereadores estão sendo acusados de terem gasto R$ 300 mil em viagens e convenções fantasmas. Mesmo com todas as denúncias, os vereadores continuaram viajando com dinheiro público. De março a junho, eles participaram de nove congressos em cidades como Salvador, João Pessoa, São Luiz e Fernando de Noronha.
Os vereadores comemoraram a volta à vida pública com carreata e queima de fogos. "Devem ter participado só os acusados e seus parentes, porque a população está decepcionada", disse o promotor Ricardo Figueiredo, um dos responsáveis pela ação pública. "O Ministério Público continuará fiscalizando e novos processos podem ser abertos."

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