São Paulo, 01 (AE) - O vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Amadeu da Cunha Bueno Neto, decretou hoje (01) a quebra de sigilo bancário e fiscal do deputado estadual eleito e vereador Hanna Gharib (PPB-SP). Gharib é um dos acusados de envolvimento no escândalo das administrações regionais de São Paulo. Cunha Bueno argumenta que "há nos autos indícios suficientes da ocorrência de ilícito penal".
De acordo com as denúncias que serviram de base para a decretação da quebra de sigilo, funcionários da Administração Regional da Sé, do setor responsável pela fiscalização de ambulantes e camelôs teriam se organizado "em bando para o comentimento de crimes contra os comerciantes informais do centro da cidade, exigindo, de forma continuada, vantagens indevidas". No despacho, Cunha Bueno ressalta que, segundo a denúncia, "o nascedouro da sociedade criminosa consta ser a indicação da A.R.-Sé.
Cunha Bueno afirma ter havido um "verdadeiro loteamento das ruas do centro da Cidade" e que camelôs e ambulantes eram extorquidos em quantias variadas. "Somente na 25 de março os implicados arrecadavam semanalmente de R$ 10.000,00 a R$ 12.000 00, com o conhecimento dos coordenadores gerais." De acordo com o desembargador, o deputado estadual Hanna Gharib "consta ser a pessoa que indicou o administrador daquela A.R., sendo assim quem manda na regional".
A medida do TJ é extensiva à mulher de Gharib, aos seus dois filhos maiores de 21 anos, ao sócio Fouad Georges El Ghorayeb e à empresa dos dois, Ghoga Empreendimentos Imobiliários Ltda.

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