TJ nega liberdade para envolvidos em crime sexual
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quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo - A Justiça negou ontem pedido de habeas corpus em favor dos acusados de envolvimento em um esquema de corrupção de menores em Porto Ferreira (228 km de SP). A decisão é do desembargador Maurílio Gentil Leite, segundo vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Segundo o TJ, o empresário Carlos Alberto Rossi e o presidente licenciado da Câmara da cidade, Luiz César Lanzoni que se apresentou ontem à polícia , encabeçavam o pedido. Os outros acusados entraram no processo como ''co-réus'' e também poderiam ser beneficiados. São 12 os acusados de envolvimento no caso. Segundo o Ministério Público, eles pagariam de R$ 30 a R$ 50 para adolescentes manterem relações sexuais.
Lanzoni se apresentou à polícia de Descalvado na madrugada de ontem. Além dele, o suplente de vereador Valter de Oliveira Mafra (PTB) também se entregou. Outras nove pessoas estão presas desde o último dia 21. Estão presos os vereadores Laércio Storti (PSDB), João Lázaro (PSDB), Luiz Borceda (PSDB), Gerson Pelegrini (PV) e Edivaldo Biffi (PL), os comerciantes João Pelegrini e Nelson da Silva, o empresário Carlos Alberto Rossi, o servidor Paulo César da Silva, além do presidente licenciado da Câmara. O empresário João Carlos Terassi continua foragido.
No início do mês, o pai de uma das 12 adolescentes envolvidas no caso denunciou os envolvidos no crime.
Os seis membros da CMPI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do Congresso Nacional estão investigando uma suposta rede de corrupção de menores na cidade. Segundo a senadora Patrícia Saboya Gomes (PPS-CE), que preside a comissão, ''a intenção é saber se esses crimes se encerram em Porto Ferreira ou se há uma rede de corrupção''.


