TJ inicia diligências para esclarecer orgias
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Justiça (TJ) inicia na segunda-feira uma série de diligências em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, para investigar a suposta participação de autoridades com orgias envolvendo menores numa chácara do distrito de Morro Vermelho. A definição do cronograma ocorreu depois de uma reunião ontem entre o desembargador Octávio Valeixo, presidente do inquérito; os promotores Álvaro Luiz Torrens e Marcelo Balzer; a juíza da Vara da Infância e Juventude, Jane dos Santos Rodrigues; a delegada Maritza Maria Haisi; e representantes do Conselho Tutelar de Campo Largo.
''Trocamos idéias, fizemos avaliações do que consta nos autos e resolvemos reiniciar as diligências'', afirmou o desembargador. Ele não quis adiantar as diligências que serão feitas porque o processo corre em segredo de Justiça.
Os nomes completos e endereços de todas as pessoas citadas no processo já estão sendo levantados. Elas deverão ser intimadas para prestar depoimento na semana que vem. As datas não foram reveladas. ''Estamos dando início às novas diligências e investigações e vamos chegar rapidamente ao esclarecimento dos fatos'', enfatizou.
Apesar de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), montada pela Câmara de Campo Largo para apurar as orgias, ter solicitado cópia dos autos do Ministério Público (MP) estadual e da Polícia Civil, o TJ não vai enviar nenhum documento antes do final das investigações. ''Isso eliminaria o segredo de Justiça e perderia o efeito da determinação judicial'', argumentou Valeixo. Ele sugeriu para que os vereadores iniciassem sozinhos a investigação das denúncias.
Oito testemunhas cinco adolescentes e três garotas de programa confirmaram nos autos a realização semanal das festinhas que promoviam orgias entre adolescentes e autoridades. Entre os citados estão vereadores, empresários, comerciantes, policiais civis, funcionários públicos e um magistrado. As meninas relataram que dançavam, faziam strip-tease e praticavam sexo com autoridades em público em troca de comida e dinheiro.


