Aracanguá, SP, 30 (AE) - O prefeito de Santo Antônio do Aracanguá - a 600 quilômetros de São Paulo, no Noroeste do Estado - Yoshihiko Zito (PFL), cassado pela Câmara Municipal há 25 dias, retornou ao cargo ontem (29) por decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ).
Yoshihiko Zito disse que nenhuma das atitudes consideradas ilegais pelos veradores causou prejuízo aos cofres do município. Dos nove vereadores, oito alegam que o prefeito perfurou poço e reformou uma escola sem licitação. Ele também foi acusado de emprestar máquinas para o município vizinho restaurar estradas e atrasar o repasse de R$ 1,8 mil à Câmara Municipal. Pagou ainda com dinheiro da prefeitura publicidade do município numa revista japonesa. Esse último gasto foi confirmado por Yoshihiko Zito, que alega ter se preocupado apenas em trazer investimentos estrangeiros para a cidade. As demais acusações o prefeito disse que foram "armadas". O TJ entendeu que o prefeito cassado tem o direito a permanecer no cargo até que o recurso contra os vereadores seja julgado em definitivo. Hoje, Yoshihiko Zito passou o dia assinando portarias para demitir funcionários contratados pelo prefeito José Carlos de Oliveira Pereira (PSDB), que era vice e assumiu a prefeitura no lugar dele, a maioria deles parentes de vereadores que votaram pela casssação do prefeito.
"Minha cassação foi uma armação revanchista porque descobri irregularidades no uso do veículo oficial da casa da agricultura", disse o prefeito reempossado. Segundo Yoshihiko Zito, os vereadores pediram o fim das investigações para proteger um dos funcionários públicos municipais, que deverá perder o emprego com a conclusão do processo administrativo.

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