Curitiba – O juiz substituto Mário Bilieri, do Tribunal de Justiça (TJ), concedeu ontem uma liminar determinando que os servidores liberem "imediatamente" o acesso ao prédio da Fomento Paraná, que divide espaço com a Secretaria da Fazenda (Sefa), em Curitiba. O acesso ao complexo está bloqueado desde a noite de terça-feira. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 20 mil por hora, a ser paga pela APP-Sindicato, que representa os professores. A entidade, contudo, alega que a ação diz respeito apenas aos trabalhadores da autarquia.
Na peça, o magistrado defende o direito de expressão dos manifestantes, mas argumenta que eles são limitados "pelos direitos legítimos de outros indivíduos". Os trabalhadores estão em vigília, impedindo funcionários de ingressarem no local. Eles protestam contra a proposta do governador Beto Richa (PSDB) de reajustar em 5%, de forma parcelada, os vencimentos do funcionalismo, índice abaixo da inflação, medida em 8,17% (IPCA).
A Fomento alega prejuízos de R$ 1,2 milhão com os dois dias de interrupção. "Além do constrangimento, não conseguimos fazer as operações financeiras", afirmou em nota o diretor-presidente da empresa, Juraci Barbosa Sobrinho. De acordo com o secretário de Comunicação da APP, Luiz Fernando Rodrigues, contudo, os servidores continuarão acampados, até que a gestão tucana reveja a proposta da data-base. "Estamos com uma lista de todos os trabalhadores da Fomento. Eles vão entrar normalmente; os demais, não".

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