TJ decreta prisão do cunhado de Castor
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quarta-feira, 23 de setembro de 1998
Agência Estado 
O terceiro dia de julgamento dos 54 acusados de terem recebido propinas relacionadas ao jogo do bicho começou ontem, no Rio, com a decretação da prisão preventiva de um dos réus: Fernando de Miranda Iggnácio, cunhado do falecido contraventor Castor de Andrade. Por unanimidade, os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio consideram Iggnácio um foragido da lei, por não comparecer nem justificar a ausência no julgamento. Decreto a prisão preventiva de Fernando Iggnácio para garantir a eventual aplicação da lei, afirmou o presidente do Órgão Especial, desembargador Thiago Ribas.
Ao contrário do bicheiro Emil Pinheiro e do delegado Mílton da Costa, que alegaram problemas de saúde para não participar do julgamento e enviaram atestados médicos através de seus advogados, Iggnácio não prestou nenhum esclarecimento ao Órgão Epecial. Segundo o advogado do réu, Edson de Siqueira Ribeiro, Iggnácio estaria com problemas renais.
O pedido de prisão preventiva de Iggnácio foi feito pelo procurador-geral de Justiça, Hamilton Carvalhido. O desembargador Raul Quental, relator do processo, informou que os magistrados que foram Órgão Especial concordavam com o pedido e acrescentou que havia indícios no processo do MP que apontavam Iggnácio como um dos envolvidos na contravenção.
Há dois meses, Iggnácio foi preso pela Polícia Federal depois de ser condenado no processo de videopôquer, que apura o envolvimento de bicheiros com instalações de máquinas de jogo de azar. Ele foi colocado em liberdade através de habeas corpus impetrado por seus advogados ao Tribunal Regional Federal (TRF).
No processo movido pelo MP contra os 54 acusados de se beneficiarem do jogo do bicho, Iggnácio é apontado como braço- direito de seu sogro, Castor de Andrade, no pagamento de propinas a policiais civis.


