São Paulo - Ao julgar recurso apresentado pela defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, os desembargadores da 4 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram, ontem, que o casal deve ser levado a júri popular pela morte de Isabella, 5 anos, filha de Nardoni. A decisão foi unânime.
Isabella morreu em 29 de março do ano passado, após ser agredida e jogada do sexto andar do prédio onde morava o casal, que nega o crime. Os advogados pretendiam reverter a decisão do 2º Tribunal do Júri de Santana de levar o casal a júri popular sob a alegação de falta de indícios contra os acusados.
Segundo o desembargador Luis Soares de Mello Neto, presidente da 4 Câmara, o casal deve permanecer preso. ''Não há nenhuma razão para a liberdade agora. Se até então estão detidos, assim devem permanecer''.
Caso a alegação da defesa fosse aceita pelos desembargadores, o caso deveria ser reaberto e voltar à fase da investigação. Com isso, o casal poderia ser libertado, pois a prisão preventiva foi decretada sob a justificativa, principalmente, de que ambos poderiam interferir nas investigações.
A expectativa da Justiça de São Paulo é que o julgamento ocorra no segundo semestre deste ano. Mello Neto disse acreditar que o júri ocorra a partir de julho. ''Não deve passar de setembro'', disse. Para o promotor do caso, Francisco Cembranelli, o processo ocorre dentro do tempo esperado. ''Estou cumprindo a meta de levá-los a júri popular em pouco tempo.''
Defesa
Durante o julgamento de ontem, o advogado Marco Polo Levorin, que representa o casal Nardoni, o advogado contestou o laudo técnico com base em pareceres convocados pela defesa. ''Não houve esganadura, as lesões aparentes em Isabella são decorrentes do processo de ressucitação no qual ela foi submetida'', disse o advogado.
Ao analisar o recurso, Mello Neto rejeitou as críticas feitas pela defesa do casal Nardoni sobre os laudos. ''A defesa não gostou dos laudos, mas dizer que são irregulares, isso é inaceitável'', afirmou.

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