O Tribunal de Justiça (TJ) confirmou ontem a sentença de condenação de Marcos Campinha Panissa por matar a facadas a ex-mulher, Fernanda Estruzani, na noite de 6 de agosto de 1989. Condenado a 21 anos e seis meses de prisão em julgamento realizado em novembro de 2008 no Tribunal do Júri de Londrina, Panissa teve a pena abreviada em dois anos pelo TJ. Segundo a promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa Lacerda, foram afastadas todas as alegações de nulidade feitas pela defesa do empresário e mantida a condenação, que agora é de 19 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
Para a promotora, a grande vitória é que, com a confirmação da sentença, não há mais chance de prescrição do crime, a não ser que Panissa fique mais 20 anos foragido, como aconteceu até agora. Ainda há a possibilidade de a defesa tentar recorrer junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). ''Demorou para que a sentença fosse confirmada (pelo TJ), mas era a decisão esperada'', disse Susana.
A FOLHA tentou falar com o advogado Antonio Carlos de Andrade Vianna, que defende Marcos Panissa, mas ele não atendeu ao celular e a informação, em seu escritório, é que estaria viajando.
Panissa, que é considerado foragido desde 1995, por não ter comparecido, por duas vezes, ao terceiro julgamento, foi beneficiado pela lei 11.689 (relativa a crimes dolosos contra a vida) e não precisou comparecer ao Tribunal do Júri, onde foi julgado e condenado, há quase dois anos, pelo conselho de sentença. Na época o advogado de defesa considerou a sentença ''exagerada para o crime praticado''.
Anteriormente, Panissa já havia sido condenado em julgamento realizado em outubro de 1991, quando foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão, mas apelou da sentença e aguardou em liberdade. Em março de 1992, ele foi julgado pela segunda vez e condenado a nove anos de reclusão. Descontentes com o resultado, defesa e acusação recorreram. O terceiro julgamento foi marcado para maio de 1995, mas Panissa não compareceu.

Júri popular
- A promotora Susana Lacerda também confirmou que o TJ determinou o julgamento, pelo Tribunal do Júri, de Ibrain José Barbino, ex-diretor-geral da concessionária Cipasa, acusado de homicídio duplamente qualificado. Na manhã do dia 24 de junho de 2004 ele matou com cinco tiros o proprietário da revenda, Ciro Frare, de 67 anos. Desde à época do crime, Barbino responde às acusações em liberdade. A data do julgamento ainda não foi definida. A reportagem não conseguiu falar com o advogado de defesa do réu, Antonio Amaral, que também estaria viajando.

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