TJ concede liberdade para policial
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quinta-feira, 07 de março de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina O desembargador da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Macedo Pacheco, acatou pedido de habeas corpus e colocou em liberdade a policial militar Maria Eugênia Scudeler Pasquini, lotada no 5º Batalhão (BPM) de Londrina. Ela estava presa desde 26 de dezembro, após assassinar o próprio namorado, o recruta Rodrigo Lino Ximenes.
O soldado de 2ª Classe foi morto dentro do apartamento em que o casal vivia. Ele foi atingido por cinco disparos, a maioria no tórax. A vítima foi encontrada com uma faca nas mãos.
O advogado João dos Santos Gomes Filho, que defende Maria Eugênia, sustenta que ela agiu em legítima defesa e esclarece que a policial vinha sendo ameaçada. "Ele ameaçava jogar as coisas dela pela janela, inclusive o dinheiro que tinha guardado no apartamento. Ela pediu autorização do comando para ir para casa e quando bebia água na cozinha foi surpreendida com o jovem armado com faca. Nada foi premeditado", disse.
No pedido de relaxamento de prisão, o advogado sustentou que não havia "motivo concreto que fundamentasse a (prisão) preventiva, já que não existe denúncia". A competência, seja da Justiça Comum ou Militar, vem sendo discutida juridicamente. "A prisão é uma aberração jurídica", definiu.
O desembargador Macedo Pacheco atesta no despacho que a prisão configura "constrangimento ilegal indevido".
Maria Eugênia Pasquini foi colocada em liberdade ontem. Ela pode voltar às atividades no 5º BPM. "Ela nunca teve impedimento em exercer o cargo", sustentou Gomes.
A FOLHA não conseguiu contato com o comando para explicar como procederá a reintegração da policial aos quadros da corporação.
O pai do recruta, Valdecir Ximenes, ficou indignado com a decisão da Justiça. "Sensação de impunidade. Que justiça é essa?", questionou.
O advogado da família, Josafar Guimarães, foi procurado pela FOLHA. Porém, o telefone dele estava desligado. "Queria ter a oportunidade de conversar com o desembargador e mostrar os fatos desse crime. Estou abalado, num estado horrível e não tive nem coragem de avisar o restante da família sobre essa decisão da Justiça", lamentou Ximenes.


