RIO - Um policial militar e um policial civil morreram e dois PMs ficaram feridos na noite de anteontem, em tiroteios contra supostos criminosos. A morte dos policiais provocou revolta nos colegas. Durante todo o dia de ontem mensagens convocando a corporação para o sepultamento do PM foram transmitidas pelo rádio da polícia.
Dados do comando da corporação indicam que nos últimos três anos e três meses, em todo o Estado do Rio, 70 PMs foram mortos em confrontos diretos com quadrilhas criminosas.
Os policiais mortos anteontem foram o soldado Ubirani da Rocha Tomás, 29, e o detetive João Viana Bitencourt. Tomás teria sido morto por traficantes quando patrulhava uma favela em Bonsucesso (zona norte do Rio). O detetive, segundo o registro policial, foi morto ao reagir a um assalto, no centro.
Os feridos foram os PMs Maurício da Silva, baleado na perna e na barriga durante um tiroteio em Nilópolis (município na Baixada Fluminense), e Edson Marques de Souza, que levou tiros no braço e na barriga na favela do Caju (zona norte do Rio).
Segundo a PM, o soldado Tomás fazia uma ronda na favela Vila do João (complexo da Maré, em Bonsucesso) quando, na rua Bento Ribeiro Domingos, foi atingido por um tiro de fuzil AR-15 disparado por traficantes. Os criminosos, informou a polícia, teriam preparado uma emboscada, fugindo em seguida para a favela Vila do Pinheiro, também no complexo da Maré. O PM seria enterrado no final da tarde no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste).
O secretário estadual de Segurança Pública, general da reserva Nilton Cerqueira, iria ao enterro. O detetive da Polícia Civil morto, João Viana Bitencourt, teria reagido a um assalto ao bar e restaurante Wibs, na rua Senador Dantas (centro), conforme o registro policial.
João Bitencourt era lotado na 9ª Delegacia de Polícia, no Flamengo (zona sul). Ele seria segurança do bar, de acordo com as investigações iniciais. O detetive foi baleado no peito. Outros policiais que também fariam serviço de segurança na rua chegaram a atirar contra o assaltante, que apesar de receber três tiros, conseguiu fugir. Bitencourt morreu minutos depois de chegar ao hospital Souza Aguiar, no centro.

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