Curitiba, 01 (AE) - Um tiro vindo do lado de fora da Assembléia Legislativa do Paraná, onde está instalada a CPI do Narcotráfico, e que fez um buraco em um vidro de uma das portas laterais da casa, suspendeu por aproximadamente uma hora a sessão de hoje à noite.
Apenas uma jornalista teve luxação no braço, durante o tumulto que se formou no plenarinho, onde era inquirido o ex-policial Edenir da Silveira, detido ontem.
Eram exatamente 21h40, quando se escutaram gritos do lado de fora da sala de reuniões e uma pessoa entrou correndo no plenário.
Imediatamente, alguns dos presentes saíram correndo e outros atiraram-se ao chão, acreditando que um dos presos poderia ter escapado e estaria sendo perseguido. O tumulto somente terminou quando um segurança explicou o que se tratava.
"Podem dar quantos tiros quiserem que a CPI vai continuar seu trabalho", afirmou o presidente da Comissão, Magno Malta. "Nós não vamos nos intimidar. Não vão calar nossa voz."
Ele pediu a presença do secretário de Segurança Pública, Candido Martins Oliveira, que chegou cerca de meia hora depois. Oliveira garantiu que o caso será investigado "em sua exaustão".
"A palavra do governo é que não há nenhum momento de insegurança nem na CPI nem no Estado", disse Oliveira.
O relator Moroni Torgan também afirmou que não haverá temor por parte dos membros da CPI. "Agora a situação está piorando, mas dá mais força para continuar", disse.
O deputado Robson Tuma (PFL) disse que esse foi um "atentado contra o parlamento". Segundo ele, o episódio não foi resultado de falta de segurança. "Tanto que quem quis nos intimidar teve de fazer de bem longe", afirmou.