O tiro que matou o eletricista Jurandir da Silva, de 29 anos, durante a tentativa de reintegração de posse na Fazenda da Juta, em Sapopemba, zona leste, na manhã de 20 de maio, durante confronto de sem-teto e policiais militares, foi disparado por um PM que empunhava o revólver Taurus calibre 38 de número 263477, pertencente à corporação. O policial será identificado hoje pelo delegado Antônio Mestre Júnior, titular da Seccional de São Mateus, responsável pelo inquérito. Depois de ouvido, ele deverá ser indiciado por homicídio doloso.
‘‘A PM vai entregar a relação dos policiais que estiveram no local e a numeração de suas armas’’, adiantou Mestre. O delegado já ouviu 11 soldados que participaram do confronto e não soube dizer se um deles é o dono da arma. ‘‘Todos negaram ter atirado na direção dos sem-teto, afirmando que dispararam para o alto.’’
Os laudos dos exames de balística que comprovaram ter sido de uma arma da Polícia Militar o tiro que matou o sem-teto foram entregues hontem pelo Instituto de Criminalística (IC) ao delegado Mestre. Um projétil calibre 38 encontrado no local do confronto, perto de um barracão, e examinado pelos peritos também foi disparado pelo revólver de número 715147, da Polícia Militar. ‘‘Com os nomes dos PMs e os números das armas vamos também saber quem deu esse tiro.’’

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