Tiro na cabeça mata desempregado
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sábado, 27 de março de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
''Ele nem me chamava de vó, sempre me chamava de mãezinha''. Com a frase simples e emocionada, a dona de casa Olga Maria dos Santos Campos descreveu ontem a dor que sentia pela morte do neto, Paulo Victor Júlio de Souza, 18 anos. O jovem foi a 42 vítima de homicídio em Londrina desde o início de 2004. Em todo o ano de 2003, a cidade computou 193 assassinatos.
Segundo o delegado plantonista da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Valdir Fernandes, por volta das 2 horas de ontem a Polícia Civil foi avisada por telefone de que haveria um corpo no campo de futebol do Conjunto Ruy Virmond Carnascialli (Zona Norte), na Rua da Igualdade. Policiais estiveram no local e nada encontraram. Cerca de uma hora depois da primeira ligação, a polícia recebeu novo telefonema dando a mesma informação. Desta vez, o corpo de Paulo foi encontrado, com um tiro na cabeça.
De acordo com Fernandes, um levantamento preliminar apontou que a vítima não teria passagens pela polícia. Dona Olga disse que não sabe quem poderia ter matado o neto, nem o motivo. ''Havia um boato de que ele estava numa lista de meninos marcados para morrer aqui na região. Mas não sei por qual razão. Que eu saiba, ele não estava metido com drogas. Era um bom menino, carinhoso, trabalhador''.
Paulo residiu um período na casa de Dona Olga, mas recentemente estava morando com a mãe. Segundo a avó, o jovem estava desempregado. Seu último trabalho tinha sido como garçom num restaurante de comida árabe. Paulo teria parado os estudos no 1º ano do Ensino Médio.


