Das agências
De Santos
O campeão brasileiro de boxe, categoria peso leve, Marcelo ‘‘Pirelli’’ Gonçalves, foi assassinado na madrugada de anteontem, na avenida Martins Fontes, em Santos, SP. Ele foi atingido nas costas por dois tiros quando voltava para casa na garupa da moto pilotada por Sidnei Amorim Couto. A mesma bala atingiu Couto. Pirelli morreu no local e seu amigo foi transferido para um hospital, onde morreu dez horas depois. O boxeador foi enterrado ontem, às 9 horas, no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, que o patrocinava há quatro anos.
Até ontem à tarde a polícia não tinha pistas do autor dos disparos. Pirelli ajudava o amigo Sidnei Couto que trabalhava como segurança em um salão de baile no centro da cidade. Eles foram atingidos por volta das 5h15, quando voltavam para a casa. A polícia trabalha com a hipótese de que Pirelli tenha sido assassinado por engano, pois Couto teria sido jurado de morte por ter separado uma briga há algumas semanas.
Com 26 anos, 14 lutas e 13 vitórias sob o patrocínio do Memorial, Pirelli tinha um futuro promissor no boxe. O pugilista conquistou o título brasileiro da Confederação Brasileira de Boxe Profissional em 18 de dezembro do ano passado ao nocautear Gilson Souza, do Nacional.
Ainda este mês ele iria para o México treinar para a disputa, em maio, do título mundial dos pesos leves da Associação Mundial de Boxe. Antes queria disputar o Cinturão Continental das Américas. Para Newton Campos, presidente da Federação Paulista de Boxe, ‘‘Pirelli era um excelente atleta e teria uma carreira vitoriosa’’.

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