Tiro em jornalista não foi à queima-roupa, diz laudo
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O laudo divulgado ontem à tarde pelo Instituto de Criminalística (IC) revela que o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves atirou na ex-namorada, Sandra Gomide, a uma distância maior do que 35 centímetros, o que descarta a hipótese de tiro à queima-roupa. Pimenta Neves confessou o crime, ocorrido no dia 20 no Haras Setti, em Ibiúna, a 70 quilômetros de São Paulo. Ele está internado na Clínica de Repouso Parque Julieta, em São Paulo.
O laudo divulgado ontem pelo diretor do IC, Valdir
Santoro, foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Outros seis laudos, também solicitados pelo DHPP, estão sendo finalizados pela equipe de peritos do IC e devem ser divulgados amanhã.
O laudo apresentado ontem refere-se ao local do crime.
Sandra Gomide foi morta com dois tiros: um nas costas e outro no ouvido esquerdo. Segundo Santoro, o fato de Pimenta Neves ter atirado na jornalista a uma distância maior do que 35 centímetros não quer dizer que o tiro não tenha sido disparado a uma distância considerada curta. Não há vestígios como, por exemplo, de chamuscamento e, por isso, ele atirou a uma distância superior a 35 centímetros. Ele (Pimenta Neves) pode ter atirado a 50 centímetros, que ainda é considerada uma curta distância, afirmou .


