Tio levanta pontos suspeitos e acusa delegado
Curitiba - Diógenes Caetano, tio de Evandro, acusou o ex-delegado geral da Polícia Civil, Adauto Oliveira e os policiais do Tigre de terem se favorecido com permanência em hotéis e uso de carros particulares patrocinados pelo então prefeito Aldo Abagge. ''Não acho que ele estivesse envolvido. Acho que ele foi traído pela mulher (Celina) o tempo todo. Elas (Celina e a filha Beatriz) sim, manipulavam os fatos para tentar encobrir o crime'', afirmou Diógenes.
Entre os pontos que levantou como suspeitos, em relação aos acusados pelo crime, citou fatos considerados importantes pela promotoria. O primeiro, seria a aparição de uma vidente conhecida como Astir e sogra de Davi dos Santos Soares, dizendo para Maria Ramos Caetano (mãe de Evandro) que ela perderia uma jóia muito importante.
Depois do sumiço do garoto, os acusados teriam ido até a casa de Maria e Ademir Caetano (pai do garoto) oferecer ajuda. E teriam levado parentes da vítima para uma estrada onde o corpo foi posteriormente encontrado. ''Eles não quiseram entrar no mato. Soube depois que o corpo foi encontrado 30 metros do lugar onde os pais-de-santo fingiram estar recebendo vibrações que confirmavam a presença do menino no lugar'', descreveu.
Diógenes disse que tinha divergências políticas com Aldo Abagge e pretendia ser candidato a vereador em Guaratuba. Ele não se relacionava bem com Celina Abagge que, segundo disse, teve um caso com seu pai e foi o motivo da separação do casal.
A fase de depoimentos deve terminar hoje. Depois, seguem debates entre promotoria e Ministério Público. A previsão é a de que o julgamento termine na madrugada de amanhã.(L.P.)





