'Tinha receio do tratamento alternativo'
A professora aposentada Antonina Paczko, de 68 anos, trata há 20 anos de um caso de câncer e há apenas um mês ''arriscou'' fazer um tratamento alternativo.
Ela convive com um tumor na medula óssea, doença chamada mieloma múltiplo, e já passou por inúmeros tratamentos convencionais. ''De início fiz 25 aplicações de cobalto e depois fui para a quimioterapia em forma de comprimidos. Hoje, faço quimioterapia (endovenosa) uma vez por mês no Hospital do Câncer (de Londrina)'', conta.
Mas, o uso contínuo de cortizona, no tratamento convencional, causou um efeito colateral grave - osteoporose avançada. ''E eu acabo sofrendo mais com isso agora'', diz. Por causa da osteoporose, ela tem que tomar cuidado ao andar, não pode sofrer quedas, e ainda sofre com dores, que não a deixam dormir.
Foi por conta disso que ela procurou um tratamento alternativo, passou a tomar o suco de uma planta chamada noni, usado principalmente em países do sudeste asiático. ''Já percebi que usando essa 'garrafada' estou dormindo melhor. O inconveniente é o preço, é muito caro'', afirma.
A preocupação de Antonina com o uso de terapias alternativas sempre foi uma possível interferência no tratamento convencional. ''Tinha receio que um tratamento entrasse em choque com o outro'', conta.
No Brasil, nenhum suco da fruta noni foi aprovado e registrado como alimento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), isto porque ainda há controvérsias sobre a segurança do produto.(C.P.)





