Entre as estatísticas do sexo feminino, está a história de Renata, hoje com 35 anos, que contraiu o vírus do marido, seu primeiro namorado.
Como recebeu a notícia?
- Eu tinha 15 anos quando conheci Guilherme. Foi meu primeiro amor. Nos casamos quando eu tinha 22 anos. Ele era mulherengo. Desconfiava da traição, mas tinha medo de falar de camisinha. Quando estava grávida de nove meses do nosso primeiro filho, ele começou a ficar doente. Emagreceu, foi internado e lá os médicos me contaram que ele tinha Aids. Quase morri. Saí de casa no mesmo dia. Tive meu filho, parto normal, amamentei. Nunca imaginei que pudesse estar doente também.
E você demorou para procurar ajuda médica ou fazer o exame?
- Muito tempo. Quando deu o estalo que eu poderia estar doente, já era tarde. Meu marido ficava cada vez pior e, apesar de não conseguir olhar para ele, tinha preocupação. Um dia resolvi ir até o hospital. Ele estava entubado, mas disse baixinho que o perdoava. Horas depois ele morreu. Então resolvi cuidar da minha vida. Fiz todos os exames, mas não em mim, só no meu filho. Como deu negativo na criança, achei que estava livre também. Só que comecei a adoecer. Cheguei a pesar 24 kg. Fiz o teste e foi batata: tinha Aids.

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