Timorenses votam denunciando pressão de milícias
Dili, Indonésia (AE-AP) - Denunciando repressão por parte das milícias pró-indonésias, os timorenses votaram hoje (07) em eleições que muitos no território consideravam irrelevantes.
Os timorenses disseram que milicianos os coagiram a participar das eleições parlamentares para mostrar apoio ao governo de Jacarta. "Eles me ameaçaram", disse Domingos Ribeiro, de 30 anos, do lado de fora de uma seção eleitoral em Becora, no subúrbio de Dili, local onde foram registrados atos de violência da milícia no início desde ano. "Eles disseram que se eu não votasse, então algo ruim aconteceria".
Para Timor Leste, o grande voto está marcado para 8 de agosto
quando um referendo supervisionado pela Organização das Nações Unidas permitirá que a ex-colônia portuguesa escolha entre independência e autonomia
"Realmente não entendo o que este voto significa para as pessoas de Timor Leste. Para mim, o voto real é o referendo de agosto", disse José Elo, de 25 anos, antes de depositar a cédula em uma urna de uma seção eleitoral em frente à casa do bispo timorense Carlos Belo, prêmio Nobel da Paz de 1996.
Os resultados de Timor Leste terão pequeno impacto global na eleição indonésia. Só 800.000 do 210 milhões de pessoas de Indonésia vivem no território.





