Dili, Timor Leste, 21 (AE-AP) - Os timorenses dançaram, cantaram e choraram de alegria ao receber os soldados da força internacional de paz, que tomaram suas posições na capital e começaram a se espalhar por outras partes do território indonésio.
No segundo dia sem sofrer resistência das milícias pró-Jacarta, os tanques, caminhões e veículos blindados desembarcaram de navios de guerra com tropas de 10 países.
Apesar do otimismo, entretanto, o comandante da força internacional, o major-general australiano Peter Cosgrove, advertiu que serão necessárias ainda várias semanas até que suas tropas assumam o controle total de Timor e que não está descartada a possibilidade de "perigos pelo caminho".
Hoje, os soldados da força internacional assumiram o controle de armazéns saqueados pelas milícias e seus aliados do exército indonésio, que desataram uma onda de violência depois que a maioria dos timorenses votou a favor da independência em um referendo organizado pela ONU em 30 de agosto. Timor Leste, ex-colônia de Portugal, foi invadida pela Indonésia em 1975.
Grupos de direitos humos e refugiados afirmam que milhares de pessoas morreram depois do plebiscito. O ministro indonésio da Defesa, general Wiranto, disse, no entanto, que o número de mortos é muito menor. Em declarações diante do Parlamento ontem, ele afirmou que apenas 90 pessoas morreram.

mockup