Tim Maia morre no Rio aos 55 anos
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domingo, 15 de março de 1998
Sônia Apolinário Agência Estado 
Arquivo/FolhaAdeusTim Maia, uma carreira brilhante encerrada pela morteO cantor e compositor Tim Maia, de 55 anos, morreu ontem às 13h03, de infecção generalizada, no Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói (RJ), onde estava internado há uma semana. Até as 18 horas, o corpo permanecia no hospital. O corpo de Tim Maia será velado no Teatro Municipal de Niterói e o enterro está previsto para as 11 horas de hoje, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, no Rio. O prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) decretou luto oficial de três dias na cidade.
Foi no Teatro Municipal de Niterói que Tim Maia se sentiu mal na noite de domingo passado, quando começou a gravar um programa especial para o canal Multishow. O show seria aproveitado também para a gravação de um CD ao vivo. O cantor subiu ao palco às 20h30, com meia hora de atraso, mas não chegou a terminar nem a primeira música do roteiro, Não quero dinheiro, só quero amar. Logo nos primeiros versos, sentiu-se mal e foi levado para o hospital pela secretária Adriana Silva e por seu filho Carmelo Maia. Ele chegou ao Antonio Pedro inconsciente e, em seguida, teve uma parada respiratória em consequência de uma crise hipertensiva.
Durante o período em que esteve no hospital, Tim Maia respirou com a ajuda de aparelhos. Seu quadro se agravou com o surgimento de uma infecção pulmonar e nos rins. Na sexta-feira, o boletim médico informou que o cantor havia apresentado ligeira melhora e estava lúcido após a redução dos sedativos. No dia seguinte, porém, seu estado de saúde se complicou após sofrer uma hemorragia digestiva.
Segundo o diretor médico do hospital, Marco Antonio Gomes Andrade, a saúde de Tim Maia entrou em estado crítico no sábado, por volta das 16 horas, quando foi constatado que a infecção havia se alastrado pelo corpo. O pulmão e os rins ficaram comprometidos, informou. Esse quadro causou complicações no seu aparelho urinário.
Com medo que fãs provocassem tumulto, a direção do hospital pediu auxílio ao 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Dez soldados em dois veículos foram para o local. A rua foi interditada aos carros e os policiais só permitiam a passagem de quem fosse fazer visitas. Ao ser barrada, uma fã se postou em frente a uma segunda saída do hospital, esperando a saída do corpo.


