Curitiba- Uma equipe do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) paranaense continua as buscas em São Paulo pelos responsáveis pelo sequestro de uma estilista curitibana. A estilista, filha de um empresário do ramo do setor alimentício, foi sequestrada no dia 18 de novembro de 2005 e permaneceu 50 dias em cativeiro até que policiais do Tigre estourassem o cativeiro dela domingo em São Paulo. O nome da estilista não foi divulgado a pedido da família.
Três integrantes da quadrilha foram presos durante a ação no domingo. A polícia estima que outras dez pessoas devem também ter participado da ação, e que o grupo já realizou mais de 50 sequestros. Segundo o delegado-chefe do grupo Tigre, Riad Farhat, os membros da equipe paranaense estão recebendo apoio da Polícia Civil de São Paulo para tentar prender os outros criminosos.
O envolvimento da Polícia Civil de São Paulo no caso foi questionado no domingo pelo secretário de Segurança Pública Luiz Fernando Delazari, que ficou surpreso com a negativa do Grupo de Operações Especiais (GOE) paulista em participar da invasão ao cativeiro. Ontem, Riad esclareceu que o fato não passou de um mal-entendido. ''A divisão anti-sequestro de São Paulo nos ajudou durante toda a investigação, e sem ela não teríamos conseguido localizar o cativeiro. O que aconteceu é que eles não dispunham de uma equipe para desmontar o cativeiro, mas contamos com a ajuda de um grupo da Polícia Militar. A Polícia Civil continua nos ajudando, inclusive após o resgate da vítima, nas investigações'', explicou.
Segundo Riad, em pelo menos três outras ocasiões quadrilhas paulistas vieram ao Paraná para realizar sequestros. O delegado-chefe explica que esse é um procedimento comum entre os criminosos. ''Muitas vezes as ações são praticadas em Estados vizinhos, porque eles acreditam que isso vai atrapalhar as investigações da polícia, que iria se concentrar apenas no local do crime. Bom, pelo visto eles não lêem jornal'', comentou Riad, referindo-se ao fato de que todos os sete sequestros realizados no Paraná no ano passado foram solucionados pelo Tigre.

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