São Paulo, 30 (AE)- O Rio Tietê amanheceu ontem (29) com uma extensa faixa de espuma. As manchas brancas contrastavam com a água escura desde o Tatuapé até Guarulhos, na região leste. Resultado do volume de detergentes despejado pela rede de esgoto
o aparecimento de espuma depende dos índices de saneamento básico.
A formação de espuma no rio ocorre quando a água com concentração de detergentes passa por desníveis e aumenta sua velocidade. A espuma aparece como resultado desse fenômeno, conhecido como aeração da água. Os gases liberados pelo detergente expandem-se na água e acabam sendo "enriquecidos" por outras substâncias químicas.
Em Pirapora, onde o fenômeno é mais comum, a espuma formada perto do reservatório que represa a água pode chegar a 1 metro. Para José Eduardo Bevilacqua, gerente da Divisão de Qualidade das águas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a formação de espuma está ligada à falta de oxigênio do Tietê, que quase nunca é diferente de zero. "Detergentes, mesmo sendo biodegradáveis, ficam na água."
Em outubro, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) liberou US$ 200 milhões para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciar a segunda etapa do projeto de despoluição do rio. O dinheiro, apesar de estar reservado, ainda não chegou. Para receber o empréstimo, a Sabesp depende de autorização do Senado, que só deve sair no próximo ano.

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