Londrina - Em 10 dias, a força das águas do Rio Tibagi vai se converter em eletricidade pela primeira vez na história. Esta é a previsão do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, composto por Copel e Eletrosul, que construiu e vai operar a Usina Hidrelétrica (UHE) Mauá, no limite entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba (Campos Gerais), a primeira central elétrica de uma série previstas para ser instalada ao longo do leito do rio.
Segundo Sérgio Luiz Lamy, superintendente do consórcio, os chamados ensaios de comissionamentos começaram na semana passada, quando o reservatório de 84 quilômetros quadrados atingiu a cota 626,5 (o índice equivale a altura da água represada em relação ao nível do mar), pouco mais que o mínimo para que a hidrelétrica possa entrar em operação.
A estiagem tornou o processo dos testes mais lento, explica o superintendente. ''O ideal é que testássemos com a cota máxima, de 635, mas preferimos iniciar os ensaios antes disso'', disse Lamy.
Os ensaios com a água são necessário para testar todos os componentes e o desempenho deles, explicou Lamy. Ele disse que em 10 dias os testes já vão gerar energia, que ainda não será distribuída para consumo.
A primeira unidade geradora deve produzir comercialmente somente em meados de novembro. Mauá tem capacidade para gerar 361 megawatts, suficientes para abastecer a demanda de um milhão de domicílios. A obra, a maior de infraestrutura no interior do Estado atualmente (o custo alcançou R$ 1,2 bilhão), deve ser inaugurada em dezembro.
Se tudo correr bem com os testes, os cinco geradores da unidade estarão funcionando em janeiro. A energia produzida pela hidrelétrica será distribuída por três linhas de transmissão, que ligarão a usina a subestações localizadas em Figueira, Jaguariaíva e Telêmaco Borba. A Copel informou que já faz estudos para a construção de uma nova unidade no rio, na mesma região. O novo canteiro seria instalado no município de Telêmaco Borba.

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