Belém, 10 (AE) - O coordenador de Fiscalização da Secretaria Executiva de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente do Pará (Sectam), João Henrique Filho, disse hoje que a multinacional Texaco poderá ser multada em até R$ 50 milhões em caso de vazamento de óleo na operação de resgate da balsa Miss Rondônia, no Rio Pará. "Não podemos responsabilizá-la pelo dano ambiental se este não ocorreu, pelo menos até agora". A balsa, da Companhia de Navegação da Amazônia (Conama), está carregada com 1,8 milhão de litros de óleo e afundou sexta-feira, no porto de Vila do Conde, em Barcarena, PA.
O valor da multa seria o mesmo que foi aplicado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dios Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras por causa do vazamento de óleo na Baía de Guanabara, dia 18 de janeiro.
Resgate - A balsa está a seis metros de profundidade, nivelada no fundo do Rio Pará. Ainda não foi definida a data do
mas é provável que seja neste final de semana. Tudo dependerá dos ajustes que estão sendo feitos no plano de resgate apresentado pelas empresas Smitih American Inc. e Spill Response Limited, especializadas em resgate de embarcações e vazamentos.
Ontem (09) técnicos da Sectam, Ibama, Capitania dos Portos e de órgãos de segurança apresentaram 18 exigências a serem cumpridas pela Texaco para que o plano de resgate da embarcação seja colocado em prática sem risco para o meio ambiente.
A direção da Texaco informou que 16 toneladas de equipamentos, compressores e bombas de sucção serão utilizados no trabalho.Hoje os sete mergulhadores holandeses contratados verificar as condições da balsa fizeram diversas incursões ao local. Eles nunca haviam trabalho em águas barrentas e estão encontrando dificuldades para vistoriar todo o casco da balsa. Até o momento, segundo eles, não ocorreu nenhum vazamento de óleo.

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