Tetra Pak terá 60 dias para dar solução às embalagens
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A empresa de embalagens longa-vida Tetra Pak terá prazo até 16 de julho, ou seja, 60 dias, para apresentar uma proposta de uma logística de recolhimento das embalagens. A decisão foi tomada em uma reunião ontem que aconteceu na Secretaria Estadual de Meio Ambiente que teve a participação do secretário da pasta, Lindsley Rasca Rodrigues, do vice-presidente da companhia para a América do Sul e Central, Nelson Findeiss, e do presidente para o Brasil, Paulo Nigro. Segundo a empresa, será realizado um projeto a quatro mãos que não foi detalhado ontem.
O governo do Estado anunciou na semana passada que estudava proibir o uso das embalagens. A medida seria em decorrência falta de diálogo com a fabricante, que produz em Ponta Grossa, e não estaria preocupada em recolher as embalagens. Atualmente o índice de recolhimento de embalagens é de 32%.
''A empresa tem interesse em estabelecer uma logística para o Estado inteiro'', afirmou Rodrigues. Ele explicou que, ao encontrar as embalagens no aterro sanitário será possível fazer a identificação regressiva, identificar o fabricante, quem comercializou e responsabilizar. As negociações ontem também foram acompanhadas pelo promotor do meio ambiente Saint Clair Hilaire, que não deu entrevista.
Neste período de transição o recolhimento será feito pelas empresas que estão processando e reutilizando as embalagens, através de iniciativas voluntárias.
Nelson Findeiss destacou que a empresa vai cumprir suas obrigações. ''A Tetra Pak se preocupa com o meio ambiente''. Mas, não escondeu a indignação. ''Estou me sentindo um pouco acuado. Nós investimos no Paraná, cumprimos todas as obrigações, toda a matéria-prima (utilizada) é local, empregamos (no Estado). O secretário nos coloca como se nós não fôssemos responsáveis. Reciclamos em todo o mundo. Na Alemanha o índice é de 80%'', declarou.
Findeiss ressaltou que seria ''infantil'' afirmar que uma empresa que está em 165 países e vende 140 bilhões de unidades no mundo não vai reciclar. ''Com certeza, pecamos em comunicação mas estamos caminhando para um denominador comum'', disse.


