Rio, 12 (AE) - O teto de uma das enfermarias do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte de Rio, desabou ontem (11) por causa de uma infiltração. Seis pacientes estavam no local, mas ninguém ficou ferido. Funcionários denunciaram essa e outras irregularidades do hospital a uma comissão formada por integrantes do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos, que fizeram uma vistoria no local, hoje de manhã. A comissão concluiu que o Getúlio Vargas não tem condições estruturais para atender a população.
O elevador da emergência não funciona há 15 dias, o que obriga os enfermeiros a removerem os pacientes de um setor para outro pelas escadas. O teto da sala dos médicos já havia caído há meses, mas nenhuma providência foi tomada. O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, disse que a situação é bastante preocupante. "Além dos problemas estruturais, há a falta de pessoal, o que faz com que doentes emergenciais não sejam atendidos devidamente", afirmou.
Segundo Darze, muitos profissionais estão com os salários atrasados, e costumam faltar aos plantões. Uma representação será enviada ao Ministério Público, responsabilizando a Secretaria Estadual de Saúde do governo passado assim como a empresa que fez a última reforma no hospital, há um ano, pelos problemas. Para Darze, "as condições do Getúlio Vargas põem em risco a saúde da população". Ele disse ainda que outros hospitais estaduais serão vistoriados, para que seja feita uma avaliação geral, que será entregue à atual Secretaria de Saúde. Nota - Em nota distribuída pela sua assessoria, o governador Anthony Garotinho disse que "vai enfrentar com responsabilidade os problemas existentes na saúde do Rio". Segundo ele, "nenhum outro governo investiu tanto nesta área quanto o nosso está investindo".

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