Mulheres grávidas devem fazer o teste para a sífilis durante o pré-natal, por três vezes, e também após o parto
Mulheres grávidas devem fazer o teste para a sífilis durante o pré-natal, por três vezes, e também após o parto | Foto: Arquivo



A introdução do teste rápido para detecção da sífilis na rede pública de saúde em Londrina, em 2012, revelou números preocupantes referentes à doença. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 640 casos de sífilis notificados no município entre 2013 e 2016 e nos últimos dois anos, a quantidade de confirmações vem superando as de HIV, vírus transmissor da aids. Só em dezembro de 2016, foram 11 casos confirmados de HIV para 46 de sífilis nas unidades de saúde do município.

Para tentar reduzir o número de casos positivos da doença, no ano passado o município adotou um novo protocolo de combate à sífilis, que deixou de ser considerada pelo Ministério da Saúde como Doença Sexualmente Transmissível (DST) e passou a ser classificada como Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Pelo novo protocolo, tanto a Maternidade Municipal Lucilla Ballalai quanto as maternidades privadas deverão disponibilizar o exame para detecção da bactéria transmissora da sífilis às mulheres que acabaram de dar à luz. Com o novo protocolo, é possível tratar a mulher e o parceiro, encerrando o ciclo de transmissão da doença, além de detectar os casos de sífilis congênita, causadora de diversos problemas em bebês.

"A sífilis estava subnotificada. A preocupação maior sempre foi com o HIV, que era um gargalo. Mas com o surgimento do teste rápido para sífilis e o treinamento e capacitação dos profissionais de saúde, os casos de sífilis foram sendo notificados. E a cada mês, os números ultrapassam os de HIV", disse o enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde, Edvilson Cristiano Lentine.

O novo protocolo foi elaborado no ano passado e apresentado durante o II Fórum da Região de Londrina de Prevenção em Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Aids. A partir dele, o município readequou alguns pontos do protocolo do Ministério da Saúde. Um deles foi iniciar a distribuição dos testes rápidos para detecção da sífilis em todas as maternidades de Londrina, públicas ou privadas. "O protocolo do Ministério da Saúde determina que os testes para sífilis sejam realizados durante o pré-natal, no primeiro, segundo e terceiro trimestres de gestação. Mas assim como já acontece em São Paulo e no Rio Grande do Sul, decidimos também fazer o teste na mulher no momento do parto e oferecer o teste também ao parceiro dela para fechar o ciclo de transmissão. Os profissionais são treinados para que façam o aconselhamento de forma correta para que eles possam entender a importância, já que o teste não é obrigatório", explicou Lentine.

Imagem ilustrativa da imagem Testes rápidos aumentam diagnóstico de sífilis em Londrina



Na maternidade do Hospital Mater Dei, o teste é oferecido às parturientes desde novembro. Oito profissionais já passaram por treinamento e capacitação com os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e sempre que há disponibilidade de vagas, outros profissionais também são submetidos ao treinamento. No hospital, são feitos cerca de 35 partos por mês e, até agora, nenhum teste deu positivo. "As mães ficam tranquilas para fazerem o teste e ficam felizes quando dá negativo", disse a enfermeira da maternidade do hospital, Erika Cristina Rolim Rosa.

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