Alguns testes podem confirmar excesso no ritmo de treinamento. O educador físico Leonardo Teixeira explica que o teste de lactato (substância liberada durante prática excessiva de exercício) e também o de nível de testosterona e cortisol, além do que aponta os níveis de creatinoquinase e ureia, podem confirmar o overtraining.
''Um dos sintomas mais claros é a frequência cardíaca basal alta, ou seja, o atleta acorda com os batimentos cardíacos elevados, acorda praticamente cansado. Após perceber esse sintoma, ele já pode conversar com seu técnico e procurar ajuda'', diz.
Apesar de estar em destaque, o termo overtraining é foco de estudos há mais de 17 anos. Teixeira reforça que as principais causas estão diretamente ligadas ao treinamento do atleta quando há uma somatória de diversos fatores, entre eles: grande número de competições, monotonia do treinamento; excessiva expectativa de resultados de treinadores ou familiares; estrutura individual da personalidade; ambiente social, problemas pessoais etc.
''Antes do atleta sofrer de overtraining, ele sofre o 'overreaching' que pode ser definido como um acúmulo de treinamento ou a falta de uma recuperação (repouso) adequada, o que resulta na diminuição do desempenho por um curto período (dias ou semanas). Durante este tempo o atleta pode reverter o estado, evitando o overtraining'', enfatiza o profissional, da Academia Gustavo Borges de Londrina. (F.B.)

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