Testemunho da vítima é trunfo da acusação
Para a promotora de Justiça Carolina Dias Aidar de Oliveira, de Matinhos, o argumento mais forte da acusação é, sem dúvida, o testemunho de Monik Pergorari de Lima. ''Aliado a outras provas, outras testemunhas que viram o Juarez (Ferreira Pinto), reconheceram o Juarez. Teve um botânico que estava subindo o morro quando o Juarez estava descendo, dois seguranças de uma empresa e a esposa de um bombeiro que estava na praia na hora do resgate''.
Sobre a apresentação de um segundo suspeito, Paulo Delci Unfried, que confessou a autoria do crime e depois voltou atrás, Carolina é enfática. ''A confissão dele foi feita sob tortura.'' Informações como a origem da arma, encontrada com Unfried, ainda são alvo de apuração do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público). ''O que basta para essa ação penal é que a confissão dele é absolutamente divorciada do restante das provas que a gente obteve''.
A acusação está confiante na condenação de Pinto. ''A defesa tentou durante o processo inteiro desqualificar a Monik, inclusive dizendo que ela estaria perturbada mentalmente. Ela se manteve extremamente convicta o tempo todo, fez os reconhecimentos assim como outras vítimas, em outros casos graves'', afirma a promotora.
Das acusações originalmente apresentadas na audiência de instrução, Carolina explica que foi retirada a de ''perigo de contágio de doença''. A promotoria pede as condenações por crime de latrocínio (roubo seguido de morte), roubo seguido de lesão corporal grave e o atentado violento ao pudor. (M.R.M.)





