Testemunhas vão depor em nova audiência sobre morte de agente penitenciário
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segunda-feira, 30 de abril de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather, marcou para 7 de maio, às 13h30, uma nova audiência para ouvir mais testemunhas no processo que apura a morte do agente penitenciário Thiago Borges de Carvalho, 33 anos, em dezembro de 2016. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto voltava com outros servidores de uma revista na PEL 2 (Penitenciária Estadual de Londrina), na região sul. Outros dois agentes ficaram feridos, mas sobreviveram ao ataque. Todos trabalham no SOE (Serviço de Operações Especiais do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná). Mesmo com a proximidade do Hospital da Zona Sul, para onde foi levado, Carvalho morreu minutos depois. O corpo dele foi velado em Dracena (SP), onde morava com a família antes de vir para Londrina.

Desta vez, seis testemunhas de defesa foram convocadas. Um mês atrás, a Justiça ouviu 15 pessoas chamadas pela acusação, boa parte delas agentes e que trabalhavam com a vítima. Na ocasião, a audiência durou mais de três horas e precisou ser remarcada. Sete rapazes são acusados de esquematizar o atentado, sendo que apenas um não está preso. O restante cumpre penas em presídios do Paraná e até em instâncias federais. Eles estão sendo processados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa.
Thiago Borges de Carvalho foi um dos precursores do SOE em Londrina, onde o grupo foi criado em julho de 2016. A "elite" do departamento penitenciário foi concebida na gestão de Fernando Francischini, hoje deputado federal, na Sesp. A ideia era reforçar a segurança nas cadeias do Paraná e conter eventuais rebeliões. Thiago conhecia a realidade carcerária do Estado desde 2008, mas demonstrou interesse em participar do setor especial assim que a notícia começou a se espalhar pelas dependências do Depen, orgão que até hoje está vinculado.


