Testemunhas repetem acusações contra Gambra
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Cecilia Negrão 
São Paulo, 14 (AE) - Duas testemunhas de acusação prestaram depoimento hoje no julgamento do ex-policial militar Otavio Lourenço Gambra, acusado de matar o conferente Mario José Josino em blitz na Favela Naval, em Diadema, em março de 1997. Jeferson Caputi e Antonio Carlos Dias, duas vítimas das agressões dos policiais militares, repetiram no Fórum de Diadema praticamente as mesmas acusações feitas no primeiro julgamento.
Eles narraram os fatos ocorridos na madrugada de 7 de março quando, ao serem parados por uma blitz da polícia, foram espancados e presenciaram o assassinato de Josino. Gambra teria disparado em direção ao veículo em que estavam após Caputi dizer que não achava justo o que tinha acabado de acontecer, anotar a placa da viatura e prometer denunciar os policiais. "Isso deixou Gambra mais nervoso", afirmou Dias. Em seguida, Gambra teria matado Josino.
As testemunhas (defesa) tenente Wilson Goes Jr. e (acusação) Wlamir Luz Machado foram dispensadas. "Fiquei satisfeito com as respostas da primeira testemunha e achei o tenente Wilson não iria acrescentar nada", disse o advogado de Gambra, se referindo ao depoimento do coronel da reserva Pedro Pereira Matheus, comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar na época e responsável pelas blitzs na Favela Naval. Matheus afirmou que após ter visto as gravações pediu a prisão administrativa dos nove policiais militares envolvidos.
A previsão é de que a sentença saia amanhã (15), após as 19hs.


