Testemunhas reafirmam acusações contra maníaco do parque
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quarta-feira, 07 de julho de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 08 (AE) - Dez testemunhas de acusação do motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, entre elas três mulheres que foram suas vítimas, prestaram depoimento hoje no 1.º Tribunal do Júri, em São Paulo. Pereira acompanhou todas as declarações calado. Aparentemente, estava calmo. Fazia alguns movimentos com a boca enquanto fixava o olhar nas testemunhas.
Oito pessoas prestaram depoimento sobre a morte de Raquel Mota Rodrigues. As outras duas testemunharam sobre o caso de uma vítima que ainda não foi identificada pela polícia. De acordo com o promotor Roberto Tardelli, que acompanhou os depoimentos, todas as testemunhas reafirmaram o que já haviam declarado à polícia.
As três mulheres que afirmam ter ido ao Parque do Estado com o motoboy relataram ao juiz Dácio Giraldi que foram vítimas de atentado violento ao pudor na mata. Disseram, porém, que não foram forçadas a entrar no local, mas, sim, "induzidas" por Pereira.
Outra testemunha foi o proprietário da empresa onde o motoboy trabalhou durante um ano e meio antes de ser preso. O delegado Sérgio Alves, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que comandou as investigações, também prestou declarações.
Defesa - Ao lado do motoboy estava o seu advogado, Lineu Evaldo Engholm Cardoso. "É estranho o depoimento das três mulheres que afirmam ter sido vítimas de Francisco e conseguiram escapar", declarou Cardoso. "Pois ele mesmo afirmou que todas as mulheres que foram com ele para a mata acabaram sendo mortas." Mas, para o promotor Tardelli, não há dúvidas. "Todas elas reconheceram Francisco", completou.
O depoimento acabou por volta das 17 horas. Pereira, que estava sob escolta policial, saiu mantendo o olhar firme e entrou no carro da polícia rumo à Casa de Custódia de Taubaté, onde está preso desde o ano passado.


