Testemunhas do caso Virgínia começam a ser ouvidas
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O juiz Daniel Surdi Avelar, da 2ª Vara Tribunal do Júri de Curitiba, começa hoje a ouvir as testemunhas de acusação do caso sobre a antecipação de mortes na UTI Geral do Hospital Evangélico da capital. Ao todo são 19 testemunhas indicadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), entre familiares de pacientes, técnicos, peritos e ex-funcionários da instituição.
As testemunhas de defesa da médica Virgínia Soares de Souza, acusada de antecipar a mortes, também serão convocadas para prestar depoimento e serem interrogadas, mas a data ainda não foi marcada. Depois os advogados e promotores farão alegações por escrito com as conclusões. Só então o juiz poderá decidir se o caso irá a júri popular ou não.
Virgínia foi presa em 19 de fevereiro deste ano. Ela e mais sete pessoas foram acusadas pelo MPPR de homicídio com duas qualificações e formação de quadrilha, sendo que cinco chegaram a ser presas. Virgínia foi a última entre os envolvidos a conquistar a liberdade.
O processo tem como base uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) que assim que se tornou pública provocou uma série de denúncias de ex-funcionários do hospital e de familiares de pacientes. Conforme a acusação, os pacientes foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Sete mortes fazem parte deste processo.


