Testemunhas dizem ter pago propina na Penha
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 11 (AE) - Sete testemunhas da acusação do vereador Vicente Viscome (sem partido) afirmaram hoje ao juiz Rui Porto Dias, da 8ª Vara Criminal da Capital, terem sido vítimas do esquema de corrupção montado na Administração Regional da Penha.
No processo sobre o caso da Penha, todas confirmaram o pagamento de algum tipo de propina, mas disseram nada saber sobre a participação do vereador no esquema.
O dono de uma barraca de frutas, Valdenor Guimarães Lima, afirmou ter pago R$ 1,5 mil à assessora do vereador Tânia de Paula. Ele disse ainda que pagava, semanalmente, R$ 100,00 ao supervisor de Uso e Ocupação do Solo da regional, o coronel da reserva Ivan Márcio Gitahy.
O coronel foi citado por mais três testemunhas. As outras pessoas que testemunharam apontaram fiscais que exigiram propinas para manter bancas de frutas e liberar alvarás.
De acordo com o advogado de Viscome, Ademar Gomes, se, na próxima audiência, no dia 18, as testemunhas continuarem a dizer que não sabem nada sobre o envolvimento do vereador no esquema de corrupção, as testemunhas de defesa serão dispensadas. "Se ninguém acusa, não é preciso ter testemunha de defesa." Gomes acredita que o vereador estará em liberdade já na próxima semana.


