Curitiba - A Justiça Criminal iniciou ontem a instrução do processo contra sete acusados de neonazismo, racismo e formação de quadrilha. Foram ouvidas as principais testemunhas de defesa do grupo, que alegam que os jovens - presos em outubro de 2005 - apenas eram simpatizantes da doutrina nazista e que jamais teriam praticado crimes contra negros ou homossexuais. As testemunhas relataram que os acusados têm boa índole e não sofrem transtornos mentais. Hoje deverão ser ouvidas testemunhas apontadas pelo Ministério Público (MP) estadual.
O promotor Dicesar Augusto Krepsky quer provar que o grupo tinha práticas racistas. No inquérito policial, foram apreendidas bandeiras com a suástica nazista, desenhos em grafite, gibis e livros com a imagem do líder alemão Adolf Hitler. Um professor de jiu-jistu de 25 anos foi apontado como líder do grupo de skinheads. Ele e a mulher foram reconhecidos por um negro que teria sido esfaqueado em setembro do ano passado. Os dois respondem ainda por tentativa de homicídio, lesão corporal e ameaça.
Na época, adesivos com temas racistas foram espalhados em Curitiba. Entre as frases estavam: ''Homossexuais afrontam a natureza'' e ''Homossexuais molestam crianças''.

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